Até debaixo d'água

Segunda semana de campeonato reúne boleiros no Estoril




(*) Máteria e Fotos de André Patroni, retirados do site do Clube Estoril.


A primeira partida do dia estava marcada para as 14h. Entretanto, nesse horário, os futebolistas do Estoril estavam alojados na lanchonete do clube, enquanto a chuva despencava. O barulho era resultado da mistura de muita conversa com o som da tempestade que ecoava no teto.

Olavo observava o céu. "Olha ali, vai limpar" palpitava. Zé Galinha, ouvia e comentava o otimismo do amigo "viu como é boleiro né, vai limpar, vai limpar". Enquanto esperavam a chuva dar uma amenizada, os boleiros trocavam uma ideia e tiravam o sarro de sempre. "Tem que por aí que o Kelson tá são num sábado" disse um deles. Kelson, que é cruzeirense, joga neste campeonato no Flamengo A, onde foi parar após sorteio, já que são poucos os cruzeirenses que jogam bola no Estoril. Seu jogo era o primeiro do dia. "To sem tomar nenhuma só pra jogar e está chovendo" brincou, inconformado.

A medida que as nuvens foram passando, o tempo deu uma melhorada, e os sócios desceram para as arquibancadas. Olavo deu um confere no campo de baixo, que receberia as partidas do dia. Estava enxarcado, mas seria naturalmente drenado em pouco tempo. "Pela experiência a gente já sabe que a chuva vem mas depois vai embora, se a gente cancela a rodada a gente acaba mandando mais de cem sócios que vieram aqui para as suas casas. É só segurar um pouco" explicou.

Em condição de jogo, os dois primeiros times desceram para o campo. Flamengo B x Flamengo A. O time A é considerado um dos mais fortes do campeonato, seria um jogão. Logo no início da partida voltou a chover e os espectadores subiram novamente para a arquibancada, assistindo à partida que continuou, um pouco mais de longe. De lá, houve quem analizasse o tempo "esta é a última nuvem".

O tempo chuvoso provocou um atrazo de meia hora. Às 14h37 o juiz apitou. Com o campo ainda enxarcado, a bola não rolava direito. O primeiro gol saiu aos três minutos de partida dos pés de Ivan do Flamengo A. Quando o Sol resolveu aparecer com força, deu saudade da chuva. O clima quente de verão ardia a moleira.

O empate do Flamengo B veio doze minutos depois. Enquanto a bola rolava, alguns espectadores esperavam ansiosos por suas partidas. Como por exemplo Serafim, do Corinthians B. "Hoje o jogo vai ser pedreira contra o São Paulo. Temos chance de classificação, acredito que me destaco em jogos decisivos" disse. Mais tarde seu time venceria de 4 a 2.

Outro que fazia previsões era Modesto, que joga no Internaciona. "O Inter vai entrar em campo e vai fazer 5 gols hoje!" prometia. Enquanto assistia às partidas dos amigos, aproveitava para narrar o jogo. "E vai o Flamengo atacando perigosamente pela ponta direita. É o crepúsculo de partida aqui na baixada portuguesa, jogo trepidante minha gente!" sua narração tinha direito a slogan "Não beba água, que enferruja. Beba Antártica".

No segundo tempo da partida, Flamengo A vencia por 2 a 1. Olavo disse da arquibancada "se o jogo empata agora, pega fogo". Dito e feito, às 15h26 o time B empatou. Dois minutos depois, virou o jogo. E, a um minuto do apito final, fechou o placar em 4 a 2. Na dispersão, os jogadores do time A comentavam a partida. "Erramos muito gol e quem não faz perde" disse Zé Galinha. "É isso aí, show de bola, jogão bonito!" disse um dos espectadores. Dá pra ver que o ano começou com tudo nos gramados do Estoril.



Os resultados do dia foram os seguintes:

DIA 21/01



FLAMENGO B 4 X 2 FLAMENGO A
CORINTHIANS B 4 X 2 SÃO PAULO
INTERNACIONAL 4 X 1 CORINTHIANS A
FLAMENGO C 1 X 2 VASCO
PALMEIRAS B 1 X 1 SANTOS


DIA 22/01



FLAMENGO C 5 X 6 CORINTHIANS A
INTERNACIONAL 2 X 4 VASCO
PALMEIRAS A 3 X 3 FLAMENGO A




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